Estudando cartografia: entenda conceitos básicos

16/06/2021 - Postado por Eugênio Menezes 16

Cartografia é uma área bem bacana, principalmente para quem tem mente aberta e deseja aprender mais sobre trabalhos de elaboração de cartas geográficas.

Por isso, para ajudar aqueles que buscam aprender mais sobre o tema, criamos um artigo que vai explicar os conceitos básicos da cartografia.

Continue a leitura.

Localização na superfície da Terra

Por muito tempo os estudos cartográficos são direcionados à estrutura do planeta em que vivemos e suas nuances, buscando conclusões racionais e concretas acerca de sua forma, bem como outras peculiaridades.

Desde então, a definição da Terra se dá por geóide, ou seja, ela tem uma superfície irregular – e não redonda como muita gente pensa.

Na geografia, uma superfície geoidal possui características complexas. Segundo o manual de cartografia do IBGE, é uma “superfície equipotencial do campo da gravidade, ou seja, sobre essa superfície o potencial do campo da gravidade é constante, coincidindo, portanto, com uma superfície de equilíbrio de massas d’água”.

Para chegar a esse formato, estudiosos usaram cálculos relativos a distâncias, ângulos, áreas, coordenadas geográficas, bem como a elipsóide de revolução, um campo de referência com linhas matemáticas exatamente definidas. A partir daí, a estimativa é que a geóide apresenta formato levemente irregular e ondulatório.

Bastante curioso, não acha? Obviamente, com essa definição foi possível padronizar muitos conceitos referentes à cartografia. Em complemento com a geodésia, ciência que estuda a dimensão e localização da Terra, a área evoluiu bastante e ainda pode atingir novos parâmetros. É para isso que existem os estudos, testes e pesquisas realizados pelos especialistas.

Convenções cartográficas

A parte de convenções cartográficas é destaque em cursos de cartografia e de muitos cursos online com certificado ligados à geografia, justamente porque é um dos primeiros métodos presentes no estudo dessa área. Sendo assim, trata-se do conjunto de símbolos próprios para a interpretação dos mapas.

Para que seja identificado e compreendido internacionalmente, esse documento precisa conter figuras, hachuras, cores, linhas ou desenhos reproduzidos e dispostos lealmente de acordo com normas da cartografia. Um exemplo são os rios e outros elementos hidrográficos sempre na cor azul.

Na introdução à cartografia você conhece todos esses códigos e aprende a diferenciá-los. Assim, pode interpretar todos os tipos de mapas e demais documentos cartográficos como cartas, globo, atlas, plantas, croquis, entre outros.

Entendendo os Mapas (atributos, escalas e resoluções)

Embora a cartografia tenha inúmeros padrões (que acabamos de citar no tópico anterior), os mapas são os mais conhecidos e utilizados em larga escala para inúmeras representações e finalidades.

Você sabia que existem variáveis que mudam de acordo com seu tipo, assim como atributos bem particulares de uma versão para outra? Pois é.

Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), mapa é a “representação gráfica (comumente sobre uma superfície plana) da organização espacial de qualquer parte do universo físico em qualquer escala, que simboliza uma variedade de informações, tanto estáticas quanto dinâmicas”.

Já o IBGE classifica os mapas como representações planas com diferentes escalas (sendo a pequena a mais comum), responsáveis por delimitar acidentes naturais – bacias, chapadas, planaltos –, para fins temáticos, culturais e ilustrativos, além da análise qualitativa e quantitativa genérica a respeito de um estudo ou pesquisa, para planejamento e tomada de decisão.

O mapa apresenta levantamentos precisos e menos detalhes que as cartas, porém pode ser associado a esse outro documento. Já a classificação se dá por algumas vertentes: geral, especial ou temático.

No primeiro caso, podemos citar os mapas populares, que mostram um país, uma região e até o mapa mundi em si. Um mapa especial, por sua vez, representa dados e fenômenos típicos e particulares, como uma carta náutica.

Por fim, o mapa temático varia quanto à figura cartográfica, a escala e o conteúdo.

Exemplos: cartogramas, mapas de conjunto, mapa de referência, mapa sintético. Esses tipos são mais específicos para quem atua nesse ramo e precisa saber claramente essas diferenças. Então, se você é estudante ou precisa se aperfeiçoar, é bom fazer um curso de cartografia.

Generalização cartográfica, seleção e abstração

Se a representação dos mapas depende de normas e convenções, um método exato de garantir essa reprodução é a generalização cartográfica. Levar a realidade para o papel ou um sistema gráfico demanda muito conhecimento tanto da escala quanto do objetivo do mapa. Tanto os níveis de seleção quanto a abstração devem fazer parte desse processo.

A generalização, conceituada como a simplificação da forma geométrica de todos os objetos e feições da superfície, tem como objetivo principal a percepção total e transmissão da realidade presente no documento. Os cartógrafos têm um trabalho árduo e precisam fazer um amplo estudo da simbologia e dos elementos que estarão disponíveis no mapa. Por isso, precisam considerar alguns termos:

  • Seleção dos dados e informações de acordo com o propósito do mapa;
  • Redução da complexidade para fácil percepção;
  • Manter os elementos consistentes de acordo com a escala e objetivos do mapa;
  • Garantir a legibilidade e clareza gráfica do documento.

Para uma generalização cartográfica perfeita, o estudo deve incluir a função do mapa, a área geográfica que será mapeada, o público alvo e as escalas original e final – forma, orientação e posição. Não é à toa que esse procedimento deve ser feito de modo técnico, com o auxílio de muitas análises e por profissionais capacitados.

Entender o que é cartografia parece complexo para os leigos, mas pode ter certeza que, com um bom curso de cartografia, você conta com muitas referências e macetes que podem ser comparados com ações do dia a dia.

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Até a próxima!

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