Se a eleição fosse hoje, as duas vagas de senadores seriam disputadas por 8 candidatos em Pernambuco, inclusive os dois eleitos em 2018 estão dispostos a tentar a reeleição para permanecer em Brasília. Humberto Costa (PT) vai correr em busca do 3º mandato, já Fernando Dueire (MDB) quer dar sequência ao mandato de Jarbas, que era o titular.
Além de Humberto e Fernando, entram na briga por uma das vagas o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB), o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), o ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho (Republicanos), o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PL), o ex-ministro de Bolsonaro Gilson Machado (Podemos) e a ex-deputada Marília Arraes (SD).
Os levantamentos até então realizados em Pernambuco mostram disputa acirrada para as duas vagas de senador. Com maior percentual chegando a 27% e menor a 9%, sendo colocados os 8 candidatos na lista de postulantes. A majoritária é fator essencial que vai potencializar o candidato, por essa razão há expectativas quanto às definições de Raquel e João.
Sendo a disputa para governador muito acirrada entre Raquel e João, nenhum dos 2 candidatos vai ter tempo para carregar no colo seus candidatos a senador. Por essa razão, cada um dos 8 vai se preparando para uma busca isolada, vai ficar com a vaga quem souber aproveitar melhor a campanha. Aí vai levar vantagem quem tiver mais apoios, principalmente fora do Recife.
4 eleições para o senado que devem ser vistas como experiências, em 1986 com Mansueto de Lavor e Antônio Farias; 2010 com Armando Monteiro e Humberto Costa; 2014 com Fernando Bezerra Coelho e 2018 com Humberto Costa outra vez e Jarbas Vasconcelos. Potencial individual somado à força da majoritária, resultado final foi a construção de mandatos inesperados.