O chefe do Estado-Maior do Irã, Abdolrahim Mousavi, figura central na liderança militar, consta na lista; veja outros nomes
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que ao menos 40 comandantes militares do alto escalão do Irã foram mortos nos ataques iniciais realizados em conjunto com os EUA no sábado, 28, incluindo o chefe do Estado-Maior iraniano, Abdolrahim Mousavi (foto).
Segundo os militares, os ataques também atingiram outros altos membros do regime iraniano – entre eles o líder supremo Ali Khamenei – e foram executados em menos de um minuto.
As FDI confirmaram que Mousavi, que havia substituído Mohammad Bagheri após sua morte na guerra de junho de 2025, foi eliminado durante esses primeiros ataques.
Mousavi era responsável por “gerenciar o aparato de segurança do Irã e supervisionou o lançamento de centenas de mísseis balísticos contra o território israelense, que mataram civis israelenses durante a operação”, segundo as FDI.
O Exército israelense afirmou que “a maioria dos oficiais militares de mais alto escalão da liderança de segurança iraniana foi eliminada pelas FDI”.
Outras mortes no alto comando militar
No sábado, as FDI já haviam confirmado a morte de integrantes da cúpula de segurança do Irã durante os bombardeios. Entre os mortos, segundo os militares israelenses, estão o alto funcionário de defesa Ali Shamkhani e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica.
De acordo com as FDI, a ofensiva começou com um “ataque surpresa após a Diretoria de Inteligência Militar identificar dois locais em Teerã onde figuras de alto escalão da liderança de segurança iraniana haviam se reunido”.
Entre os nomes citados está Ali Shamkhani, ex-chefe da Marinha da Guarda Revolucionária e assessor de Khamenei.
Também foi listado Mohammad Pakpour, comandante da Guarda Revolucionária.
Segundo as FDI, ele liderava o “plano do Irã para destruir Israel” e era responsável por ataques com mísseis e drones, além de ter “efetivamente comandado a repressão violenta a manifestantes iranianos durante os protestos internos no mês passado”.
A lista inclui ainda Salah Asadi, chefe de inteligência do quartel-general militar de emergência do Irã, apontado como envolvido no “plano do Irã para destruir Israel”, e Mohammad Shirazi, chefe do gabinete militar de Khamenei desde 1989, descrito como responsável “pela ligação entre os comandantes seniores das Forças Armadas e o líder, e era uma figura central nos escalões mais altos do regime terrorista iraniano”.
Segundo Israel, também foram mortos o ministro da Defesa Aziz Nasirzadeh, a quem atribui responsabilidade “pelas indústrias que produzem mísseis de longo alcance e armas transferidas a aliados do regime, bem como pela organização SPND, que avançava projetos nas áreas de armas nucleares, biológicas e químicas”, além de Hossein Jabal-Amelian e Reza Mozafari-Nia, ligados à SPND. Este último, de acordo com as FDI, “avançou esforços para desenvolver armas nucleares”.