Simone Tebet, Rodrigo Pacheco e Soraya Thronicke estão entre as filiações mirando as eleições de 2026
Informações O Tempo
A iminente ida do senadorRodrigo Pacheco (PSD-MG) ao PSB, com a possibilidade de disputar o governo de Minas Gerais com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se soma a uma série de filiações que o partido deve receber no final da janela partidária, que vai até o dia 3 de abril.
Desde 2022, o partido vem abrigando uma série de quadros que, no passado, faziam oposição ou mantinham distância do campo da esquerda, mas se aliaram a Lula. Quem puxou a fila foi o vice-presidente Geraldo Alckmin, há quatro anos, após décadas no PSDB, onde era adversário dos petistas e, até as eleições de 2018, se referia a Lula como um “criminoso”.
Caso semelhante é o da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que nesta sexta-feira (27/3), assina sua ficha de filiação ao PSB após quase 30 anos no MDB. Tebet, que sempre se classificou como uma liberal na economia em contraposição ao discurso petista, foi oposição aos governos anteriores de Lula e Dilma Rousseff, mas se aliou ao atual presidente no segundo turno das eleições de 2022, após terminar a disputa em terceiro lugar.
Natural do Mato Grosso do Sul, a ministra vai deixar o governo na semana que vem para ser candidata ao Senado por São Paulo, com o apoio de Lula. O governo acredita ser possível conquistar uma das duas vagas pelo estado.
O senador Rodrigo Pacheco também tem um histórico em partidos de centro e centro-direita, como MDB, União Brasil e o extinto DEM, além do PSD. Em 2014, com o voto do eleitorado à direita, derrotou Dilma Rousseff na eleição para o Senado em Minas Gerais.
Assim como Tebet, o parlamentar se aproximou de Lula após a vitória do petista em 2022, quando era presidente do Senado. Durante dois anos, foi um dos principais aliados do petista no Congresso Nacional, mas também apoiou projetos da oposição, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita as decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, deve ser a aposta de Lula para a eleição ao governo de Minas.
Já a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) promoveu uma reviravolta em sua trajetória partidária. Eleita em 2018 como “a senadora do Bolsonaro”, ela rompeu com o bolsonarismo durante a pandemia da covid-19, foi candidata ao Planalto em 2022 criticando a polarização e, após a posse de Lula, afirmou ser uma “oposição racional” ao petista.
Nos últimos meses, contudo, Soraya se aproximou do governo e, após reuniões com o presidente, decidiu se filiar ao PSB para concorrer à reeleição no Mato Grosso do Sul com o apoio do governo.