Senador se encontrou com o presidente americano nesta terça-feira (26/5) e defendeu classificar facções criminosas como grupos terroristas
Após encontrar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, concedeu entrevista coletiva com diversas alfinetadas ao presidente Lula (PT), seu principal adversário nas eleições de outubro.
Flávio procurou citar diferenças ao petista e lembrou da visita dele a Trump em 7 de maio. Na ocasião, Lula relatou que não discutiu sobre a classificação de facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas.
“O objetivo central da minha visita foi oferecer aos Estados Unidos uma alternativa ao que o Lula veio fazer aqui há algumas semanas. Enquanto o Lula veio à Casa Branca fazer lobby para traficantes, vim fazer exatamente o contrário”, acusou o senador.
Ele disse que ser recebido pelo presidente dos EUA no Salão Oval da Casa Branca é um sinal de “prestígio” do Brasil, “apesar do Lula”.
Facções como terroristas
“Enquanto o Lula vai de joelhos, rastejando, implorar para o presidente Trump não declarar organizações criminosas, como CV e PCC, como terroristas, eu faço o contrário. (…) Fui fazer esse pedido expresso a ele, para que ele declare CV e PCC como organizações terroristas, sim, que é o que elas são”, relatou Flávio.
“Temos um em cada quatro brasileiros morando em áreas dominadas por facções criminosas, que impõem as próprias regras. Vamos libertar essas pessoas”, prometeu.
Caso eleito, Flávio garantiu fazer acordos não só com os EUA, mas com países da América Latina e da Europa, além de Israel, para o combate do crime organizado.