Aumento patrimonial de Jaques Wagner aconteceu no período de mandato do senador, confirmado candidato à reeleição no último sábado (1°/8)
Candidato à reeleição, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teve um aumento patrimonial de aproximadamente 630% em oito anos. Ele declarou possuir R$ 24,5 milhões em bens neste ano ao registrar sua candidatura na Justiça Eleitoral. Nas eleições de 2018, quando venceu para o atual mandato, o valor registrado era de R$ 3,3 milhões. O crescimento foi de R$ 21,1 milhões no período.
O ativo de maior valor declarado pelo senado neste ano de 2026 é um crédito de R$ 13,8 milhões da venda de um imóvel para o Esporte Clube Bahia e Lagoons Empreendimentos, empresa que tem como sócio o Grupo City (City Football Group), gestor do Esporte Clube Bahia. Este seria o terreno que teve negociação barrada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) após tornar o parlamentar alvo em investigação sobre o Banco Master.
O terreno tem área de 51 mil metros quadrados e fica às margens da Via Metropolitana, rodovia projetada quando ele foi governador da Bahia. Em julho, Jaques afirmou à rádio “Andaiá FM” que perdeu parte da propriedade pela construção da estrada e abriu mão de indenização.
O senador ainda tem seis veículos, sendo quatro deles de pelo menos R$ 100 mil, um apartamento em Salvador de R$ 1,6 milhão e metade de um sítio em Andaraí, equivalente a R$ 204 mil. O restante do patrimônio está dividido em aplicações financeiras.
Em 2018, Jaques declarou possuir o mesmo apartamento, no mesmo valor, mas uma parcela maior do sítio em Andaraí. Ele registrou ter 76% do imóvel, percentual equivalente a R$ 294 mil, dividido em partes iguais com sua esposa. Veículos e aplicações financeiras fechavam a conta apresentada à Justiça Eleitoral.
Jaques Wagner teve a candidatura à reeleição confirmada em convenção do PT na Bahia no sábado (1°/8), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ato foi realizado dois dias após vir a público a investigação da Polícia Federal (PF) que mira o parlamentar em ligação com o escândalo do Banco Master.
Jaques Wagner foi alvo de buscas da PF em 18 de junho e deixou, em seguida, a função de líder do governo Lula no Senado em um movimento para conter o desgaste à campanha petista. Na noite de quinta-feira (30/7), o ministro André Mendonça retirou o sigilo da investigação contra o senador.
Fonte: O Tempo