O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), alertou sobre a situação na Faixa de Gaza e destacou as marcas que o “genocídio praticado pelo governo Netanyahu” podem causar em milhares de palestinos. O posicionamento do líder brasileiro, adotado desde o início do terceiro mandato, foi visto com bons olhos pela ala política do Hamas.
Em manifestação enviada ao Metrópoles, o representante político do grupo palestino no Irã, Khaled Qaddoumi, classificou a postura do líder brasileiro como “positiva”.
“Essa é uma postura positiva por parte de um grupo de países que aponta para a direção certa, para o bem da humanidade. Netanyahu e outros criminosos de guerra são declarados uma ameaça à humanidade e a principal causa da instabilidade e da falta de segurança em nível global”, diz Qaddoumi.
O membro do Hamas afirmou ainda que Lula “escolheu estar do lado certo da história”. “Eu, pessoalmente, considero o presidente Lula, do Brasil, como alguém que está em harmonia consigo mesmo, tanto como ser humano quanto como defensor dos direitos dos palestinos”, completa.
Na abertura da Assembleia Geral da ONU, realizada na última terça-feira (22/9) em Nova York, Lula voltou a criticar as políticas israelenses em Gaza e na Cisjordânia ocupada, e citou nominalmente o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu — alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) em 2024 por crimes de guerra e contra palestinos.