Ministro disse ter recebido mensagens hostis nas redes sociais e alertou para risco sobre magistrados da Corte em meio a crise institucional
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, adotou novas medidas para reforçar a segurança dos integrantes da Corte, após outro ministro, Flávio Dino, declarar ter recebido mensagens nas redes que chegariam, inclusive, a ameaças de morte. As ações foram tomadas por meio da Secretaria de Polícia Judicial do Tribunal, que é responsável pelas ações de segurança, inteligência e proteção dos ministros, além dos servidores e das instalações do STF.
Fachin encaminhou à Polícia Federal uma avaliação técnica de segurança relativa às ameaças identificadas contra Dino, para conhecimento e adoção de medidas por parte da corporação. A Suprema Corte ainda informou que segue atenta à segurança dos ministros e que essas ações devem envolver todos os órgãos competentes, a exemplo da PF.
Mais cedo, nesta sexta-feira (9/10), o ministro Flávio Dino usou as redes sociais para comunicar ter recebido um relatório da área de segurança do STF com informações sobre milhares de mensagens com ameaças de morte e outras formas de violência contra integrantes do tribunal. Na publicação, ele reforçou a gravidade do conteúdo e afirmou que não pretende alterar sua atuação profissional em razão das intimidações.
“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões. Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, destacou o ministro, na postagem.
Além do próprio Dino, as mensagens destacadas pelo magistrado também citam os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, além do procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os registros apresentados em relatório de Segurança da Corte apontam para a circulação de conteúdos hostis nas redes sociais.